Absolvido por assassinato de menina Araceli é encontrado decapitado e carbonizado no ES, diz irmão

O corpo encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, em Guarapari, nesta terça-feira (3), foi identificado como sendo de Dante de Brito Michelini, de 76 anos.
Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.
A confirmação foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada. O corpo estava em uma estrutura incendiada dentro da propriedade, após uma testemunha estranhar a ausência do dono do sítio e encontrar sinais de destruição no local.
A causa da morte ainda está sendo investigada e é tratada como homicídio pela Polícia Civil. A cabeça não havia sido localizada até a última atualização da reportagem.
Apesar da confirmação feita por parte do familiar, a Polícia Civil afirmou que só poderá atestar tecnicamente a identidade da vítima após o resultado do exame de DNA.
Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória.
Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli.
“Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local”, falou, na época.
O corpo encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, em Guarapari, nesta terça-feira (3), foi identificado como sendo de Dante de Brito Michelini, de 76 anos.
Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.
A confirmação foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada. O corpo estava em uma estrutura incendiada dentro da propriedade, após uma testemunha estranhar a ausência do dono do sítio e encontrar sinais de destruição no local.
A causa da morte ainda está sendo investigada e é tratada como homicídio pela Polícia Civil. A cabeça não havia sido localizada até a última atualização da reportagem.
Apesar da confirmação feita por parte do familiar, a Polícia Civil afirmou que só poderá atestar tecnicamente a identidade da vítima após o resultado do exame de DNA.
Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória.
Ao longo dos anos, a família se recusou a falar sobre o assunto com a imprensa diversas vezes. Em um raro registro, o pai dele, Dante de Barros Michelini, falou em 1993 da sua versão da razão pela qual seu nome e de seu filho foram ligados ao caso Araceli. (assista no vídeo abaixo)
“Nem eu, nem meu filho conhecíamos a Araceli, nem a mãe, nem o pai, nem coisa nenhuma. Fomos ligados ao caso após uma notícia de um jornal local”, falou, na época.
Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli
Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973.
Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos.
Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.
Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil.

G1
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