Abono do PIS/Pasep começa a ser pago no dia 16, com novas regras; veja calendário e quem recebe

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O governo Lula começa a pagar o abono salarial do PIS/Pasep na segunda-feira (16), conforme calendário aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) no final do ano passado.

Os valores serão depositados a 1,8 milhão de trabalhadores formais contratados pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e 217,5 mil servidores públicos nascidos em janeiro. O lote soma R$ 2,5 bilhões.

A partir deste ano, entram em vigor novas regras para ter acesso ao abono. A principal mudança está no limite de renda que dá direito ao benefício, que deixa de ser vinculado a dois salários mínimos e passa a ser corrigido pela inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), conforme emenda constitucional aprovada em 2024.

Daqui para frente, a renda usada como critério para o abono será atualizada apenas pela inflação. A correção diferenciada será aplicada até o critério de acesso ao abono salarial travar em uma renda equivalente a 1,5 salário mínimo. A estimativa é que isso deve ocorrer por volta de 2030.

Um integrante do governo reconheceu à Folha que, de acordo com esse desenho, os impactos da medida no curto prazo serão pequenos.

Mesmo que a Fazenda tivesse conseguido emplacar a mudança imediata no critério de concessão do benefício, como desejado, qualquer economia seria sentida só em 2027. O abono é pago dois anos após a aquisição do direito. Isso significa que os trabalhadores que preencherem as regras vigentes em 2024 só receberão o benefício em 2026.

A regra de transição faz com que o impacto seja sentido de forma ainda mais paulatina nas contas públicas. A mudança no abono salarial depende da aprovação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição).

As regras de acesso ao seguro-desemprego, por sua vez, ficarão inalteradas. Essa informação foi confirmada pelo próprio ministro Luiz Marinho (Trabalho) na tarde desta quarta-feira (27), durante entrevista para comentar os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

“Não há mudança de regra”, disse, sobre o seguro-desemprego. Segundo ele, o pacote a ser divulgado pelo governo “será completamente diferente do que era anunciado até então”.

Marinho chegou a ameaçar pedir demissão caso as políticas geridas por sua pasta, como abono salarial e seguro-desemprego, fossem alteradas sem sua participação no debate.

Nesta quarta, quando questionado se ele sairia do governo, ele reforçou que a declaração valia caso não tivesse sido envolvido nas negociações. “Mas fui envolvido, participei de todo o debate”, afirmou. “Não é um corte de gastos puro e simples.”

A equipe econômica defendia mudanças no seguro-desemprego para reduzir o número de parcelas pagas pelo governo ou dificultar o acesso a quem faz uso recorrente da proteção. A sinalização de Marinho, porém, mostra que a pasta do Trabalho foi mais bem-sucedida em convencer o presidente Lula da necessidade de manter as regras inalteradas.

Mesmo sem mudança direta nas regras, o seguro-desemprego será afetado pela alteração na política de valorização do salário mínimo. A intenção da equipe econômica é limitar o ganho real do piso, seguindo as mesmas regras do arcabouço fiscal —cujo limite de despesas tem expansão real de 0,6% a 2,5% ao ano.

Pela regra atual, o salário mínimo teria ganho real de 2,9% em 2025, conforme o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Em 2026, a alta seria acima de 3%, considerando as projeções para o crescimento neste ano.

Em ambos os casos, a valorização supera o ritmo de expansão do arcabouço, o que por si só poderia criar uma pressão por dentro da regra, levando ao achatamento de outras despesas.

Como antecipou a Folha, limitar os ganhos reais do salário mínimo pode render uma economia de R$ 11 bilhões até 2026. A conta considera um aumento de 2,5% acima da inflação no ano que vem, no limite permitido pela regra fiscal, e de 2% em 2026, em linha com a expansão prevista para o teto de despesas naquele ano.

ENTENDA O ABONO SALARIAL

O que é o abono salarial?

O abono salarial é um benefício assegurado pela Constituição Federal, devido a trabalhadores que atuaram pelo menos 30 dias com carteira assinada e ganharam uma média mensal de até dois salários mínimos (hoje, o equivalente a R$ 2.824).

Qual é o valor do benefício?

O valor é calculado conforme a quantidade de meses trabalhados no ano-base, variando de R$ 118 a R$ 1.412 (um salário mínimo).

Quando ocorre o pagamento do abono salarial?

Hoje, o trabalhador recebe o benefício no segundo ano após o período trabalhado. Em 2024, por exemplo, o governo está pagando o abono a quem preencheu os requisitos no ano-base de 2022.

Por Folha de São Paulo

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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