“A Justiça cumpriu seu papel, mas a perda que sentimos jamais terá retorno.”,diz Deputado Cattani

FOTO TJ MT
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comentou nesta sexta-feira (23) a condenação dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, responsáveis pelo homicídio de sua filha Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024, na zona rural de Nova Mutum. Para o parlamentar, a decisão do Tribunal do Júri representa uma forma de justiça, mas não apaga a dor da perda.
“É um alento. Uma sensação de que eles vão, pelo menos, pagar pelo que fizeram à nossa família e à sociedade. Mas não dá para esquecer, o que está feito, está feito”, afirmou Cattani em entrevista à imprensa logo após a leitura da sentença.
O deputado ressaltou que, embora a condenação de Romero e Rodrigo traga algum conforto, a perda da filha é irreparável e o sofrimento da família permanece presente. Ele também elogiou o trabalho de toda a equipe envolvida na investigação e no julgamento, desde a Polícia Civil até o Ministério Público e o Judiciário. Segundo Cattani, a atuação das autoridades foi rigorosa e essencial para a responsabilização dos réus.
O Tribunal do Júri condenou Romero, apontado como mentor intelectual do crime, a 30 anos de prisão em regime fechado, enquanto Rodrigo, executor direto, recebeu 33 anos de prisão, também em regime fechado. A sentença considerou provas robustas, incluindo conversas em celulares, análise de localização e testemunhos que confirmaram o planejamento do homicídio.
Durante o julgamento, depoimentos detalharam a dinâmica do crime: Romero teria arquitetado um álibi enquanto Rodrigo aguardava Raquel em sua residência, surpreendendo-a e matando-a a facadas. A investigação revelou ainda um histórico de violência psicológica, perseguição e controle exercido por Romero sobre a vítima, confirmado por familiares e amigos próximos.
Mesmo com a condenação, Cattani reforçou que a dor é constante. Ele destacou o impacto da morte de Raquel sobre os netos, lembrando que a filha mais nova ainda dorme com a camiseta da mãe todas as noites, símbolo do vazio deixado pela perda.
“A Justiça foi feita, mas o que perdemos não volta. Esse é um processo de dor que vamos carregar para sempre”, concluiu o deputado.




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