Urina no vaso, celulares e mensagens apagadas: como polícia reuniu provas contra Rodrigo e Romero no caso Raquel Cattani

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FOTO TJ MT

 

A investigação do homicídio de Raquel Cattani, ocorrido em julho de 2024 no Pontal do Marape, em Nova Mutum, revelou um trabalho minucioso da Polícia Civil de Mato Grosso para esclarecer o envolvimento dos réus Rodrigo Xavier Mengarde e Romero Xavier Mengarde.

Entre as provas coletadas, chamaram atenção vestígios de urina encontrados na tampa do vaso sanitário da residência da vítima, que, segundo peritos, poderiam indicar tentativa de limpeza ou de ocultação de rastros. O exame de urina revelou um perfil genético masculino compatível exclusivamente com o réu Rodrigo Mengarde, não havendo possibilidade técnica de pertencer a outra pessoa, de acordo com o promotor responsável pelo caso.

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Além disso, os investigadores analisaram minuciosamente os celulares dos suspeitos e da vítima, recuperando mensagens apagadas, dados de localização e registros de contatos que ajudaram a traçar a rotina e os deslocamentos de cada um.

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Delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri- Foto TJ MT

O delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri destacou que esses elementos foram fundamentais para compreender a dinâmica do crime e confirmar a participação dos réus. A perícia também identificou objetos pessoais da vítima na casa de Rodrigo, como perfumes e porta-objetos, reforçando a ligação dos investigados com a vítima.

Mensagens trocadas por aplicativos e dados de comunicação ajudaram ainda a determinar o intervalo de tempo em que o homicídio ocorreu, estimado entre 10 e 15 minutos, e revelaram indícios de controle psicológico exercido por Romero sobre Raquel. De acordo com relatos, a vítima já havia expressado preocupação com o ex-marido, afirmando a amigos: “Se acontecer alguma coisa comigo, foi ele, mas Deus não vai deixar.”

Segundo o Ministério Público, toda a coleta de provas permitiu reconstruir a rotina de Raquel e a atuação de cada réu, indicando de forma consistente a participação de ambos no crime. A investigação incluiu análise técnica de celulares, cruzamento de mensagens, localização de aparelhos, perícias na residência da vítima e exames genéticos, formando um conjunto que sustenta a acusação apresentada ao Tribunal do Júri.

Por Ana Flávia Moreira/RBT NEWS

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