Tatiane Sampaio: a cientista brasileira por trás do avanço que devolveu movimentos para 6 paraplégicos

WhatsApp-Image-2026-02-16-at-08.44.05-1 Tatiane Sampaio: a cientista brasileira por trás do avanço que devolveu movimentos para 6 paraplégicos
Foto: reprodução

Esta é Tatiana Coelho de Sampaio, a cientista brasileira por trás de uma das pesquisas mais promissoras no tratamento de lesões na medula espinhal.

Bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana lidera, há mais de 25 anos, estudos sobre regeneração neural no Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular. O trabalho ganhou destaque internacional após o desenvolvimento da polilaminina, uma molécula experimental que vem trazendo esperança para pessoas com paraplegia e tetraplegia.

A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína essencial no desenvolvimento embrionário e na conexão entre neurônios. Produzida a partir de proteínas extraídas da placenta humana, a substância é aplicada diretamente na região lesionada da medula espinhal, com potencial para estimular a reconstrução de circuitos nervosos e a recuperação de funções motoras perdidas.

Em fase experimental, os resultados chamam atenção.

Pacientes que receberam a polilaminina apresentaram recuperação parcial ou total de movimentos, além do retorno de sensibilidade em membros antes comprometidos, algo que, até pouco tempo atrás, era considerado altamente improvável pela medicina convencional.

A pesquisa é desenvolvida em parceria com o laboratório brasileiro Cristália e já conta com investimentos para avançar as próximas etapas.

O objetivo agora é obter autorização da Anvisa para iniciar estudos clínicos mais amplos, envolvendo um número maior de pacientes, a fim de comprovar segurança e eficácia em escala terapêutica.

Embora ainda não esteja disponível como tratamento, o trabalho de Tatiana Sampaio representa um avanço concreto na busca por alternativas para reverter os efeitos das lesões medulares e reacende a esperança de milhares de pessoas que convivem com a paralisia.

Por Mais Brasil

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