Suspeita de integrar esquema de desvio de veículos permanece presa após audiência de custódia em Sorriso
Uma jovem apontada pela Polícia Civil como uma das principais integrantes de um esquema de desvio de veículos permaneceu presa após passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (28), em Sorriso, a 420 quilômetros de Cuiabá. Ela havia se entregado à polícia na quinta-feira (27) e optou por permanecer em silêncio durante o procedimento.

De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado a estrutura e a credibilidade de uma concessionária para aplicar golpes em clientes e desviar veículos e valores. O esquema teria movimentado aproximadamente R$ 50 milhões ao longo de cerca de um ano.
A suspeita também é investigada por outros crimes, incluindo golpes e furtos.
O advogado Willian Puhl, responsável pela defesa, explicou que a audiência de custódia teve como objetivo apenas comunicar o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
A defesa informou ainda que ingressou com um habeas corpus nesta sexta-feira (28) na tentativa de reverter a decisão que determinou a prisão preventiva.
Segundo o advogado, a magistrada responsável pela audiência de custódia não foi a mesma que decretou a prisão preventiva. Por esse motivo, conforme a defesa, não houve análise sobre a manutenção ou revogação da medida durante a audiência.
Como funcionava o esquema
As investigações tiveram início após a identificação de inconsistências financeiras e comerciais em operações realizadas no âmbito de uma concessionária em Sorriso.
Conforme a apuração, os investigados recebiam veículos usados entregues por clientes como parte do pagamento na aquisição de carros novos. Esses automóveis, entretanto, seriam encaminhados para outras garagens ligadas ao grupo, sem que os valores correspondentes fossem devidamente abatidos das negociações, conforme havia sido acordado com os proprietários.
Os investigadores também apontam que valores pagos pelos clientes teriam sido transferidos para contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas relacionadas aos investigados.
Até o momento, entre 15 e 20 clientes são considerados possíveis vítimas. O prejuízo diretamente calculado ultrapassa R$ 2 milhões, mas o montante pode aumentar com o avanço das investigações e a identificação de novas pessoas lesadas.
Bloqueio de bens
A Justiça determinou ainda o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens e a indisponibilidade patrimonial de até R$ 2 milhões.
Também foi autorizado o sequestro de veículos eventualmente encontrados durante as buscas e que apresentem indícios de ligação com os crimes investigados.
A investigação continua para identificar outras possíveis vítimas, dimensionar o prejuízo total e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos no suposto esquema.
Por Redação RBT News




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