Secretário descumpre protetivas e volta pra cadeia por decisão da Justiça
O ex-policial militar e secretário executivo de Querência (755 km de Cuiabá), Macgaiver Max Neves Souza, foi preso novamente na quarta-feira (24) após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Ele descumpriu de medidas protetivas em um processo que trata de lesão corporal (artigo 129 do Código Penal) e Lei Maria da Penha.
Como o processo é sigiloso, não há informações detalhadas sobre quais medidas foram descumpridas, nem quem é a vítima.
A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Militar de Mato Grosso, que localizou o suspeito na casa dele e o conduziu inicialmente ao quartel, antes do encaminhamento à Polícia Civil para as providências legais.
A nova prisão ocorre poucos dias após Macgaiver já ter sido detido por violência doméstica, por ordem da Justiça de Mato Grosso. Na madrugada do último dia 15, ele foi detido sob acusação de ter espancado a esposa, de 31 anos. Na ocasião, a Polícia Militar foi acionada pela mulher, que foi encontrada chorando nas proximidades da residência, afirmando ter sido agredida pelo marido. Ela relatou ter sofrido enforcamento, puxões de cabelo e socos.
Na ocasião, Macgaiver alegou à polícia que teria sido ele a vítima das agressões e que apenas “se defendeu”. Após a prisão, ele pagou R$ 5 mil de fiança e foi solto.
Logo após ser solto, ele procurou a reportagem para relatar que os laudos de exame de corpo de delito apontaram versões divergentes. A mulher apresentou apenas um hematoma na face, enquanto Macgaiver teve constatadas diversas lesões, incluindo ferimentos nos braços, sinais de mordidas, arranhões e um corte na cabeça, que teria sido provocado por um golpe com um ferro de passar roupa. As investigações desse episódio seguem em andamento.
Prisão mantida
No mesmo dia da nova prisão, Macgaiver passou por audiência de custódia, realizada por videoconferência na comarca de Querência, onde estava detido. Durante o ato, o juiz plantonista Alex Ferreira Dourado homologou o cumprimento do mandado de prisão preventiva, reconhecendo a legalidade da ação policial.
Em depoimento, o custodiado afirmou que não houve abuso de autoridade durante a abordagem e que seus direitos foram respeitados. Tanto o Ministério Público quanto a defesa se manifestaram pela regularidade da prisão. O pedido de revogação da prisão preventiva feito pela defesa não foi analisado, uma vez que a competência para decidir sobre o mérito é do juízo de origem, no TJGO.
Com a decisão, Macgaiver permanece preso, e foi determinada a comunicação formal ao Tribunal de Justiça de Goiás para providências quanto ao recambiamento do detido.
Por Repórter MT




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