As duas foram levadas de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte. Maria Eli depois foi transferida para o Hospital Santa Marta e segue internada na UTI. Em um dos atendimentos, recebeu morfina para controle da dor e, segundo a amiga, tem apresentado melhora clínica.
Sobre o risco de morte no incidente, ela declarou: “Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”.
Lúcia afirma que a decisão de ir a Brasília foi motivada pela pauta defendida por Nikolas Ferreira, a quem descreve como uma pessoa honesta. Diz acreditar que o país deve ser conduzido por representantes que, em sua avaliação, façam bom uso dos recursos públicos. Ela faz críticas ao governo do presidente Lula.
Segundo Lúcia, o sentimento de patriotismo antecede a atual conjuntura política. Em 2017, ela percorreu o Caminho de Santiago de Compostela por 33 dias, carregando a bandeira do Brasil. O vínculo com o país também aparece nos objetos que usa, como uma bandeira do Brasil presa à bolsa, além de brincos e colar nas cores verde e amarelo.
Ela se identifica politicamente com a direita e afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro —que está preso na Papudinha após ser condenado por tentativa de golpe de Estado— “colocou o sentimento de direita” muito forte em seu coração.
Lúcia diz que não participou dos atos de 8 de Janeiro, embora tenha cogitado ir a Brasília na ocasião. Afirma que raramente participa de manifestações e que esteve em um evento com Bolsonaro em Olímpia apenas porque estava na cidade na mesma data.
Apesar de se identificar com a direita, ela afirma manter postura crítica, analisando as pessoas individualmente, pois não acredita que alguém seja bom apenas por pertencer a esse espectro político.
Para Lúcia, o voto deve ser baseado no trabalho que a pessoa realiza e não apenas por gostar da figura pública.
Por Folha de São Paulo
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