“São refugiados da fome e da falta de liberdade”, diz Abílio ao comentar venezuelanos em Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), comentou a recente mudança no cenário político da Venezuela e avaliou que o novo contexto pode abrir caminho para o retorno de imigrantes venezuelanos que vivem atualmente na capital mato-grossense. Em entrevista, o gestor afirmou que o processo ocorreu de forma positiva e demonstrou otimismo quanto aos desdobramentos para a população do país vizinho.
Abílio, que chegou a divulgar um vídeo sobre o tema, destacou que muitos venezuelanos residentes em Cuiabá deixaram a Venezuela em razão da crise econômica, da fome e de restrições às liberdades individuais. Segundo ele, trata-se de pessoas que buscaram refúgio diante das dificuldades enfrentadas no país de origem.
“São refugiados da fome, das dificuldades financeiras e da falta de liberdade de imprensa e de comunicação”, afirmou o prefeito.
Na avaliação do gestor, o desejo de retornar à pátria é comum entre os imigrantes. Abílio ressaltou que muitos permanecem fora do país por falta de condições mínimas de vida. “Todo povo que vive fora da sua pátria espera que ela melhore para poder voltar. A maioria ama o país e tem vontade de retornar, mas não o faz por causa da situação econômica, da fome e do regime político. Quando as coisas melhorarem, acredito que muitos vão voltar”, declarou.
Durante a entrevista, o prefeito também fez críticas ao antigo regime venezuelano, afirmando que as instituições estavam fragilizadas. Ele citou problemas no sistema judiciário, falta de credibilidade nos processos eleitorais e dificuldades no acesso a medicamentos e alimentos, o que, segundo ele, tornava o cenário insustentável para a população.
Abílio ainda comentou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fazendo uma comparação com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso. O prefeito criticou o que considera uma diferença de tratamento entre os dois casos. “Se o Bolsonaro tivesse pelo menos o mesmo tratamento que o Lula teve, já seria melhor. O Lula dava entrevistas e tinha liberdade. Hoje, a situação é diferente”, afirmou.
Ao final, Abílio defendeu que mudanças significativas no cenário político brasileiro, em sua avaliação, devem ocorrer por meio do processo eleitoral.




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