“O que aconteceu foi muito inesperado, pois ele era preparado, sabia lidar muito bem com o que fazia, era um bom salva-vidas”, diz Idilaine da Guerra, irmã da vítima.
Segundo um funcionário relatou à polícia, de acordo com boletim de ocorrência, Guilherme foi sugado pelo ralo do brinquedo, ficando preso. “Em razão disso, a vítima veio a se afogar”, diz trecho do documento policial.
O parque rebate e afirma que a atração Water Bomb, onde ocorreu o incidente, não possui ralo.
O sistema hidráulico, explica, é composto por drenos laterais, localizados em direção oposta à saída da toboáguas, e de onde saem os visitantes da piscina. “A atração está em operação há 17 anos, sem registro de ocorrências.”
Porém, segundo Idilaine, a informação de que o irmão acabou sugado foi repetida por colegas dele que foram ao velório.
“Pelo que ouvi de alguns funcionários, o ralo não tinha tampa, ele ficou lá se debatendo”, diz a irmã. “O salva-vidas que tirou ele lá de dentro, precisou de um estilete para cortar a camiseta [que estava presa]”, diz.
A Polícia Técnica fez perícia no parque nesta quarta-feira. Segundo o delegado Roberto Souza Camargo Júnior, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), da vizinha Jundiaí, que apura o caso, ainda é prematuro para apontar as causas do acidente. “É preciso aguardar os laudos periciais”, afirma.
Guilherme era funcionário do parque havia quatro anos, possuía certificados de salva-vidas e em outubro do ano passado foi promovido a líder deles.
“Estamos sem entender o que aconteceu, porque o Gui era um bom funcionário. Ele fazia as coisas dele com alegria e trazia alegria para casa e para o parque”, afirma a irmã.
Na nova nota, o Wet’n Wild diz que seus salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana, passam por treinamentos e reciclagens mensais, que incluem procedimentos de segurança, resgate aquático e atendimento a emergências.
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