Saiba o que disse o ex-marido de Raquel Cattani durante o julgamento

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Foto TJ MT

 

Durante o julgamento nesta quinta-feira (22), o ex-marido de Raquel Cattani, Romero Xavier Mengarde, prestou seu interrogatório e negou todas as acusações que o apontam como mandante do homicídio da ex-companheira, ocorrido em julho de 2024 no Pontal do Marape.

Romero afirmou que a separação foi iniciativa dele e que, assim como havia pedido Raquel em casamento, comunicou aos pais da vítima sobre o fim do relacionamento. Segundo ele, o casal estava separado de fato há cerca de 30 dias, sem formalização em cartório, mas com consultas a advogados. Diferente de separações anteriores, desta vez não houve reconciliação, e ele decidiu se mudar para Lucas do Rio Verde para reorganizar sua vida.

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O réu também comentou sobre a relação conturbada com o irmão Rodrigo, marcada por desentendimentos antigos e pouco contato. Ele relatou episódios passados envolvendo furtos atribuídos ao irmão, incluindo o desaparecimento de um celular e itens do freezer da família, e afirmou ter tentado afastar Rodrigo da região para evitar conflitos. Romero disse ainda não ter mantido contato com o irmão desde a morte de Raquel até a prisão de Rodrigo.

No julgamento, Romero detalhou a rotina do dia e da noite que antecederam a morte da vítima, afirmando que passou a tarde no sítio dos pais de Raquel, ajudando em reparos e organizando a rotina das crianças. Durante a madrugada, segundo ele, esteve na casa da mãe consumindo bebida alcoólica com amigos, sem qualquer conflito com a vítima.

Durante o interrogatório, Romero afirmou que foi torturado por policiais após ser preso e questionado sobre sua participação na morte de Raquel Cattani. Segundo o réu, as agressões ocorreram quando ele negou ter encontrado Rodrigo no dia dos fatos.

Em relato detalhado, declarou que foi agredido fisicamente, desmaiou e teria sido submetido a afogamento em uma caixa d’água no sítio, após ter as mãos e os pés amarrados com uma cinta. Ele afirmou que os policiais pressionavam para que confessasse:

“Falavam: pode falar que foi você que pagou”. Segundo Romero, mesmo após negar, as agressões continuaram, gerando temor de novas violências e explicando, segundo ele, mudanças de versão em depoimentos posteriores.

A promotora Andreia questionou Romero sobre o acesso ao celular de Raquel. O réu afirmou que era comum mexer no aparelho com conhecimento da vítima e relatou o conteúdo das mensagens que via. Ele disse que Raquel recebia mensagens e reagia com emojis, e que ele a alertava: “Eu falava pra ela: ó, o que estão mandando, fica dando muita atenção pra esse povo aí, porque uma hora pode dar problema.” Segundo Romero, Raquel respondia que não via necessidade de mudar nada e mantinha contato por questões de trabalho e redes sociais.

Ao responder aos questionamentos finais, Romero afirmou que Raquel era uma mãe excepcional e declarou que ela foi uma “esposa perfeita”, destacando o cuidado, o afeto e a dedicação aos filhos e à família.

Entre as respostas, o réu afirmou ter gastado entre R$ 2.400 e R$ 2.600 na noite em que esteve em casas noturnas, com todos os pagamentos feitos em dinheiro. Declarou ainda que não repassou valores a Rodrigo e que nenhum serviço foi prestado pelo irmão naquela ocasião. Romero encerrou o interrogatório reforçando que o irmão tinha ciência do pagamento recebido e afirmou que a ida a casas noturnas não teve o objetivo de despistar a investigação.

O interrogatório durou cerca de duas horas.

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