R$ 140 milhões em prejuízo e esquema com fraude fiscal, adulteração de notas e furto de grãos: operação investiga 18 empresários em Sorriso e cidades de MT

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Uma operação de grande escala deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) revelou um suposto esquema milionário de desvio de grãos em Mato Grosso, com 18 empresários investigados por participação em crimes que envolvem fraude documental, adulteração de notas fiscais e furtos ligados ao agronegócio.

Durante coletiva de imprensa, o GAECO confirmou que o prejuízo inicialmente identificado já chega a R$ 140 milhões, valor considerado preliminar e que pode aumentar conforme o avanço das investigações.

“Essa mensuração ainda é incipiente, porque a investigação vai prosseguir, mas inicialmente nós conseguimos mensurar aproximadamente 140 milhões de prejuízos, e isso pode ser alavancado devido às investigações”, afirmou a equipe durante a coletiva.

Sorriso teve 39 mandados de busca e apreensão

O município de Sorriso, considerado um dos principais polos do agronegócio no estado, concentrou o maior número de medidas judiciais. Foram 39 ordens de busca e apreensão, todas voltadas à coleta de provas, sem cumprimento de mandados de prisão nesta fase.

A operação também ocorreu simultaneamente em Sinop, Nova Ubiratã, Boa Esperança do Norte, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Campo Verde, Colíder e Cuiabá.

Segundo os investigadores, celulares, computadores e documentos empresariais foram apreendidos para análise detalhada das movimentações financeiras e comerciais.

Grupo teria atuado de forma organizada

De acordo com o GAECO, o esquema funcionava por meio de uma estrutura empresarial utilizada para dar aparência legal à circulação de grãos desviados. As investigações apontam uma chamada conexão criminosa, em que diferentes práticas ilegais eram utilizadas de forma integrada.

“Um crime levava ao outro. São várias tipificações criminosas conectadas, desde fraude de notas até adulteração de documentos”, explicou o órgão.

Entre os crimes investigados estão:

  • fraude e emissão de notas fiscais falsas;

  • adulteração de documentos comerciais;

  • furto e desvio de grãos;

  • fraudes fiscais e empresariais.

Denúncias deram origem à operação

Ainda conforme o GAECO, a investigação foi iniciada após o recebimento de diversas denúncias ao longo do tempo, indicando irregularidades recorrentes no setor.

O procedimento investigatório foi conduzido de forma integrada entre Ministério Público, Polícia Militar e Polícia Civil, reunindo informações que culminaram na operação.

“Não partiu de um único boletim de ocorrência. Foram várias informações que chegaram e foram sendo somadas até a instauração da investigação”, destacou a equipe.

Investigações seguem em andamento

A análise dos materiais apreendidos deve apontar o nível de envolvimento de cada investigado e possíveis novos participantes do esquema. O GAECO não descarta novas fases da operação nem o aumento do prejuízo já estimado.

As autoridades ressaltam que os empresários citados são investigados e que as responsabilidades individuais ainda serão definidas ao longo do processo investigativo.

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