Patrões que mantiveram idoso em trabalho análogo à escravidão por 16 anos firmam acordo de R$ 540 mil em MT

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Foto: Internet

 

Um idoso que foi resgatado após 16 anos em condições análogas à escravidão deverá receber os direito trabalhistas depois que o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) firmou um acordo de R$ 540 mil com os empregadores. O caso começou após denúncia recebida em fevereiro de 2024, quando a vítima tinha 63 anos de idade.

O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho e o processo já foi encerrado. Segundo o MPT, o trabalhador exercia sozinho todas as atividades da propriedade, localizada a cerca de 18 quilômetros da área urbana, em uma região sem transporte público. Ele cuidava de animais, fazia manutenção de cercas e currais, cultivava pequenas plantações e realizava a limpeza da área externa da casa dos proprietários.

Após manifestar o desejo de deixar a propriedade, o trabalhador foi resgatado e encaminhado à rede de assistência social do município. Foi realizada uma operação conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e profissionais do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.

Condições degradantes

 

De acordo com a investigação, as condições de moradia e trabalho foram consideradas degradantes pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo MPT:

  • Ele trabalhava sob jornada de 7×0, de segunda a domingo, sem descanso semanal;
  • Ficou mais de 16 anos sem direito a férias;
  • Nunca recebeu salário em dinheiro. Como pagamento, recebia apenas moradia, alimentação irregular, roupas e itens básicos. Em depoimento, os empregadores confirmaram que não havia pagamento de salário.
  • O trabalhador vivia em uma casa simples, sem banheiro interno;
  • A fossa ficava a cerca de 150 metros da residência, ao lado de um galinheiro;
  • banho era tomado em um chuveiro improvisado do lado de fora, sem água quente.
  • Outro ponto apontado foi a falta de documentos pessoais. Ele não tinha certidão de nascimento, carteira de identidade, CPF ou carteira de trabalho, o que o mantinha em situação de isolamento e dependência dos empregadores.

    Valores do acordo

     

    Do total de R$ 540 mil:

    • R$ 350 mil são referentes a verbas rescisórias;
    • R$ 160 mil correspondem a indenização por dano moral individual;
    • R$ 30 mil são por dano moral coletivo e serão destinados a entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos.

     

    Segundo o MPT, durante o processo a Justiça determinou bloqueio de bens dos empregadores e fixou pensão mensal ao trabalhador até a conclusão da ação. O acordo garante que ele receba os valores ainda em vida.

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    Nunca recebeu salário em dinheiro. Como pagamento, recebia apenas moradia, alimentação irregular, roupas e itens básicos. — Foto: MPT-MT

    G1 MT

Olá meu é Roberto Santos. Sou formado em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de MT. Com mais de 10 anos de experiência. Trabalho com jornalismo comunitário e político. Ja trabalhei em canais como a Rede TV, Record e Band na cidade de Barra do Garças. Também para os sites Chocolate News e Semana7, bem como, nas Rádio Continental FM em Pontal do Araguaia e na Rádio Universitária FM em Aragarças GO. Em Sorriso trabalhei na antiga rádio Sorriso AM 700 ( Atual Sorriso FM) e no SBT Sorriso, minha última atuação na imprensa tradicional. Sempre trabalhei e vou continuar com foco em atender a população em geral e contribuir para o crescimento da cidade e do país. Atualmente sou proprietário do site Portal RBT News. Nasci em Fátima do Sul MS em 15 de setembro de 1981. è filhos de dona Tresinha Rosas da Silva e do seu Francisco Viana da Silva. Sou casado com Priscila Rapachi a quase 20 anos. juntos tivemos 04 filhos. Isaque, Larissa, Israelle e Israel. Dois de nossos filhos moram com o Senhor, Isaque e Israelle , estão nos braços do Pai.

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