Parlamentares de MT protestam contra transferência de Bolsonaro para a “Papudinha”
Parlamentares de Mato Grosso reagiram com indignação à nova determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ordenou a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar, no Distrito Federal. A unidade, apelidada de “Papudinha”, passará a ser o local de custódia de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses em decorrência das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.
A bancada do PL de Mato Grosso utilizou as redes sociais para denunciar o que chamam de “uso político do Judiciário”.
A deputada federal Coronel Fernanda classificou a transferência como um “excesso” que compromete as garantias constitucionais, afirmando que a medida não pacifica o país, mas aprofunda o clima de divisão.
“A determinação de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para a chamada “Papudinha” afronta garantias legais, compromete o Estado de Direito e não contribui em nada para a pacificação do país. Perseguição política não é justiça. É abuso de poder. É um retrocesso que aprofunda divisões e envergonha a democracia brasileira. Meu total repúdio a mais esse excesso“, escreveu a parlamentar.
Na mesma linha, o deputado Nelson Barbudo questionou a negativa de prisão domiciliar, apontando que o rigor aplicado ao ex-presidente ultrapassa os limites da justiça comum.
“Até onde vai a perseguição?“, questionou.
Entre os representantes locais, o vereador Rafael Ranalli (PL) usou termos como “injustiça e tortura” para descrever o cenário.
Por outro lado, o deputado federal Coronel Assis (União) observou que, tecnicamente, o novo local de detenção oferece um ambiente mais silencioso e estruturado do que a sede da Polícia Federal (PF), embora tenha ressaltado que continuará acompanhando o caso por considerar a prisão injusta.
“No Brasil, 70 anos, saúde debilidade, prisão em regime fechado? A justiça não pode ser usada como instrumento de vingança política ideológica”, pontuou.
“Papudinha“
Com a transferência, Bolsonaro ficará detido no mesmo local que abriga figuras centrais de sua gestão, como Anderson Torres e Silvinei Vasques.




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