Nilson Leitão destaca como foi o período que quase foi para o PL
Durante entrevista ao jornalista Roberto Santos, no RBT News, o ex-deputado federal Nilson Leitão comentou sua trajetória política, falou sobre as mudanças de posicionamento dos partidos ao longo dos anos e voltou a se declarar um opositor histórico do Partido dos Trabalhadores (PT).
Questionado sobre um possível envolvimento com o Partido Liberal (PL), Leitão negou ter se filiado à sigla.
“Não, não. Acabei indo pro PL.”, afirmou, ao explicar que, apesar de conversas no passado, nunca chegou a integrar oficialmente o partido.
O ex-parlamentar destacou que os partidos brasileiros mudam frequentemente de posição política.
“O PL hoje é um partido que representa a direita. Em 2010, era vice do Lula”, disse, ao relembrar que diversas siglas atualmente alinhadas à direita já fizeram parte da base dos governos petistas.
Ao abordar sua atuação no Congresso Nacional, Nilson Leitão afirmou que sempre se posicionou contra o PT.
“Eu posso te garantir que eu sou um dos poucos políticos de Mato Grosso que sempre foi oposição ao PT. Eu sempre fui líder da oposição”, declarou.
Ele ressaltou ainda que foi o único parlamentar mato-grossense a ocupar a liderança da oposição durante o governo Dilma Rousseff.
“Fui o único Mato Grosso senso líder da oposição à Dilma. Não teve outro”, afirmou.
Segundo Leitão, na época, apenas três partidos não integravam a base governista.
“Só não eram da base da presidente Dilma o PSDB, o PPS e o Democratas. O restante, todos eram da base”, disse.
Ao comentar o histórico partidário do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado lembrou que ele passou grande parte da carreira no Partido Progressistas.
“O Bolsonaro foi mais de 20 anos do Progressistas, depois foi pro PSL e agora pro PL”, afirmou, usando o exemplo para reforçar o caráter pragmático do sistema político brasileiro.
Para Nilson Leitão, esse cenário evidencia a necessidade de mudanças estruturais.
“A primeira grande reforma que o Brasil precisa é a reforma partidária”, defendeu. Segundo ele, os partidos precisam ter identidade clara.
“O partido precisa ter conceito, precisa dizer o que pensa. Ele não pode ser um partido de oportunidade”, afirmou.
Ao final da entrevista, Nilson Leitão reforçou que sua posição política é uma escolha pessoal consolidada ao longo da carreira.
“A única decisão que eu tenho de fato garantida é que eu sou antipetista. Esse antipetismo é uma decisão pessoal”, concluiu.
Por Ana Flávia Moreira




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