“Não peguei um centavo”, diz Ari Lafin ao negar participação em escândalos da Saúde e de funcionários fantasmas
O ex-prefeito de Sorriso (MT), Ari Lafin, concedeu entrevista ao jornalista Roberto Santos e falou abertamente sobre as acusações relacionadas a escândalossobre a saúde e também sobre funcionários fantasmas que foram investigados pela Justiça e pelo Ministério Público.
Durante a conversa, Lafin negou de forma enfática qualquer benefício financeiro oriundo dos supostos desvios e afirmou que nunca teve envolvimento com esquemas ilícitos.
Questionado diretamente sobre quanto do dinheiro investigado teria sido destinado a ele, Ari Lafin respondeu de maneira categórica. “Nenhum. Nenhum centavo. Nenhum centavo”, afirmou, olhando diretamente para o entrevistador. Segundo ele, sequer é possível afirmar valores desviados, já que as apurações ainda estão sob responsabilidade da Justiça.
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Ao ser perguntado sobre como lida com acusações e insinuações de que teria se beneficiado dos esquemas, o ex-prefeito disse encarar a situação com tranquilidade.
“Eu fico tranquilo, porque eu não fiquei com nada. Não tenho nenhum rastro”, declarou.
Lafin destacou que, em nenhum momento, a Justiça quebrou seus sigilos bancários ou fiscais, e afirmou que sempre esteve à disposição para colaborar, caso fosse necessário.
O ex-gestor também mencionou as investigações conduzidas pelo Ministério Público, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo ele, durante as operações foram apreendidos documentos, quebrados sigilos telefônicos de envolvidos e investigadas possíveis quadrilhas, sem que seu nome aparecesse em qualquer ligação direta com os fatos.
“Eu nunca conversei com ninguém desse pessoal, nunca tive contato”, reforçou.
Ari Lafin relatou ainda que, assim que os problemas vieram à tona, orientou os servidores municipais a colaborarem com as autoridades. Ele afirmou que optou por manter distância de todos os envolvidos durante o período de investigação para não interferir no processo.
“Fiz questão de ficar no gabinete e não conversar com ninguém para não contaminar nenhum tipo de pessoa ao longo desse processo”, explicou.
Sobre o impacto pessoal e político do caso, o ex-prefeito disse sentir tristeza pelo ocorrido, mas não culpa.
“É triste pelo fato ter acontecido, porque não deveria ter acontecido. Você confia em pessoas, contrata pessoas para que isso não aconteça, mas a traição acontece”, afirmou, comparando a situação a episódios que também ocorrem na iniciativa privada.
A entrevista reacende o debate sobre as investigações envolvendo a administração pública em Sorriso e reforça a posição de Ari Lafin de que não houve qualquer benefício pessoal nos episódios sob apuração, tema que segue sendo analisado pelas autoridades competentes.




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