
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, comentou publicamente uma proposta conjunta envolvendo diferentes instituições do Estado que trata de regras para afastamentos de dirigentes sindicais. A declaração foi dada ao abordar a iniciativa construída com participação do Executivo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Poder Judiciário.
Segundo o governador, a medida foi elaborada de forma integrada entre os órgãos e poderes da administração pública, dentro de uma lógica de limitação semelhante à aplicada a cargos eletivos e funções de chefia institucional.
Durante a fala, Mendes argumentou que funções públicas relevantes já possuem restrições de permanência.
“Um deputado não pode… um governador não pode ficar dois mandatos. Um presidente de um poder não fica dois mandatos”, afirmou, ao defender critérios também para o contexto sindical.
O chefe do Executivo destacou que a proposta não impede reeleições dentro das entidades, mas estabelece parâmetros para afastamentos remunerados. De acordo com ele, a norma prevê que, após até dois mandatos afastado recebendo, o dirigente precise retornar às suas funções de origem.
“Nós não estamos proibindo ninguém de ficar dois, três, quatro ou cinco mandatos, mas temos legitimidade para, através das normas jurídicas, estabelecer limites para o afastamento remunerado”, explicou.
Mauro Mendes também criticou a permanência prolongada de lideranças sindicais fora de suas atividades profissionais. Para ele, há casos de dirigentes que passam décadas nessa condição, o que considera inadequado.
O governador concluiu afirmando que a proposta foi formalizada com assinatura de representantes dos poderes e órgãos estaduais, defendendo que a medida busca garantir maior equilíbrio, transparência e justiça nas regras relacionadas aos afastamentos sindicais em Mato Grosso.

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