Mulher trans baleada por PM morre no dia do aniversário

Gabriella, a mulher transexual de 27 anos que foi baleada por um policial militar na Avenida Calógeras, morreu horas depois, nesta segunda-feira (16), em Campo Grande. Hoje era o aniversário de Gabriella, segundo o irmão da vítima, o calheiro Vitor de Paula Rodrigues do Nascimento.
Abalado, o rapaz contou que a irmã era usuária de drogas. O vício piorou depois que os irmãos perderam a mãe.
“Tem uns quatro a cinco anos que ela estava nessa vida. Ela já havia sido internada em clínicas, na Clínica da Alma, já foi para São Paulo. Fiz de tudo para tirar ela dessa vida, só que ela não queria. Ela ficava muito no Cetremi, o pessoal do Cetremi gostava muito dela.”
Vitor de Paula Rodrigues do Nascimento.
Uma amiga da vítima disse a Vitor que Gabriella estava trabalhando e que iria comemorar o aniversário. Vitor conta que chegou a levá-la para morar com ele em Terenos, mas Gabriella não conseguiu superar a abstinência. O calheiro lamenta a perda e o contexto de violência em que a irmã se viu por conta do vício em drogas.
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“Ela saiu para curtir o aniversário, aí acontece uma fatalidade dessa. É complicado, eu sempre falei para ela: ‘Vamos sair dessa vida, mana, vamos sair dessa vida, porque do jeito que você está indo…’. Ela tinha um estopim muito curto, não tinha medo de ninguém.”
Vitor de Paula Rodrigues do Nascimento.
Em depoimento, o policial militar que atirou em Gabriella disse que disparou três vezes contra ela. Já o irmão da vítima afirma que ouviu da médica que a atendeu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que a vítima foi alvo de quatro tiros.
A ATTMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul) divulgou extensa nota lamentando a morte de Gabriella e cobrando a devida apuração do caso.
Por Primeira Página




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