Uma troca de acusações elevou a tensão no meio político e religioso nesta quarta-feira (14), após o pastor Silas Malafaia reagir às declarações da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sobre investigações de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Brasília (DF).
Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia classificou as falas da senadora como uma “afronta” às igrejas evangélicas e chegou a chamá-la de “linguaruda”. O pastor desafiou Damares a apresentar nomes e provas de grandes igrejas e líderes religiosos que estariam envolvidos no suposto esquema investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
As declarações de Damares foram feitas quando a parlamentar afirmou que a CPMI tem sofrido pressões de pessoas e instituições que tentam atrapalhar o avanço das apurações. Segundo a senadora, as investigações já teriam identificado a atuação de líderes religiosos influentes, além de “grandes igrejas” e “grandes pastores”, em desvios ilegais relacionados a descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
A reação de Malafaia foi imediata. Ele criticou o que considera uma acusação genérica e sem fundamentação pública, afirmando que eventuais irregularidades devem ser apuradas de forma individualizada, sem generalizações que, segundo ele, atingem todo o segmento evangélico.
O embate expõe o clima de tensão em torno da CPMI do INSS e amplia o confronto público entre duas figuras de destaque do campo conservador, com reflexos diretos no debate político e religioso. Até o momento, a senadora Damares Alves não se pronunciou especificamente sobre as ofensas feitas pelo pastor, mantendo o foco nos trabalhos da comissão parlamentar.

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