Justiça solta biomédico preso por suspeita de fraudes em exames laboratoriais durante Operação Contraprova, em MT

O biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz, responsável técnico da rede de laboratórios Bioseg Medicina Laboratorial, deixou o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na última quinta-feira (4), após decisão judicial que revogou sua prisão preventiva. Ele havia sido detido no dia 15 de agosto durante a Operação Contraprova, que apura fraudes em exames laboratoriais em unidades da rede nas cidades de Cuiabá, Sinop e Sorriso.

A decisão, assinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, entendeu que a prisão não era mais necessária, já que as investigações não confirmaram a autoria dos crimes atribuídos ao biomédico e sua liberdade não representa risco ao andamento da apuração.

Medidas cautelares impostas

Apesar da soltura, Igor deverá cumprir medidas cautelares, entre elas:

  • Uso de tornozeleira eletrônica

  • Comparecimento mensal à Justiça para informar e justificar atividades

  • Entrega do passaporte à Polícia Federal

  • Proibição de sair da cidade sem autorização judicial

  • Vedação de acesso a unidades da Bioseg Medicina Laboratorial

  • Proibição de contato com os demais investigados

A defesa do biomédico, representada pela advogada Bárbara Figueiredo, afirmou que a prisão foi baseada em depoimentos de ex-funcionários colhidos ainda em novembro de 2024, e não em novos elementos. Segundo ela, a sociedade entre Igor e os demais investigados já havia sido encerrada antes da deflagração da operação.

“Foi uma decisão justa. As investigações foram encerradas, mas o Ministério Público ainda aguarda algumas diligências. Os fatos que levaram à prisão foram antigos e baseados em declarações que precisam ser analisadas com cautela”, destacou a advogada.

Entenda a Operação Contraprova

As investigações começaram em abril deste ano, após denúncia recebida pela Vigilância Sanitária de Cuiabá, que apontava a falsificação de laudos laboratoriais. Conforme a Polícia Civil, os exames não eram realizados, tampouco encaminhados para outros laboratórios. As amostras coletadas de pacientes eram descartadas, e os laudos, falsificados.

A operação resultou na prisão de Igor e no cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências dos sócios Willian de Lima e Bruno Cordeiro Rabelo, além da interdição das três unidades da Bioseg Medicina Laboratorial. A Justiça também determinou a suspensão do registro profissional de Igor, a proibição de contratos com o Poder Público e a suspensão de contratos já existentes com órgãos públicos.

Segundo a Polícia, a rede prestava serviços a diversas instituições públicas e privadas, incluindo a Prefeitura e a Câmara de Cuiabá, clínicas particulares, nutricionistas e convênios médicos.

Empresas se manifestam

A empresa Bioseg Saúde e Segurança do Trabalho S.A., citada nas investigações devido à semelhança do nome, afirmou que não possui qualquer relação técnica, operacional ou administrativa com a Bioseg Medicina Laboratorial. Em nota, esclareceu que os dois sócios da empresa de segurança participaram apenas como investidores da rede de laboratórios, que encerrou suas atividades em abril de 2025.

“A Bioseg Saúde e Segurança do Trabalho não realiza exames laboratoriais e mantém atuação restrita à sua área de especialidade desde 2015. Reforçamos nosso compromisso com a ética e a legalidade”, diz trecho do comunicado.

A empresa também afirmou que está colaborando com as autoridades e que não teve acesso integral aos autos, que tramitam em segredo de Justiça.

Possíveis crimes

Ao final da investigação, os envolvidos poderão responder por crimes como:

  • Estelionato

  • Falsificação de documentos

  • Peculato

  • Associação criminosa

As penas somadas podem chegar a 25 anos de prisão, além de multas.

A apuração segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil, com apoio da Vigilância Sanitária e do Ministério Público Estadual.

Por Ana Flávia Moreira com informações do G1 MT

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