Juiz nega soltar tenente da PM que tentou matar motorista de aplicativo em Cuiabá

O juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior, do Plantão Criminal de Cuiabá, manteve a prisão temporária de 30 dias do primeiro-tenente da Polícia Militar, Rennan Albuquerque de Melo, preso hoje  (27) por tentar matar a tiros um motorista de aplicativo em Cuiabá, na última sexta-feira (19). Ele passou por audiência de custódia na tarde de hoje, e a defesa pediu a revogação da prisão, mas o magistrado rejeitou o pedido.

 

“Por se tratar de prisão temporária de policial militar, a segregação deverá ficar a cargo da Polícia Militar, devendo ser cumprida em algum dos batalhões da instituição”, disse.

 

A tentativa de homicídio aconteceu na tarde de sexta-feira, no bairro Duque de Caxias. Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio Albuquerque, responsável pelo caso, Rennan estava dirigindo um Jetta quando bateu na traseira do carro do motorista de aplicativo.

 

Em seguida, ele ultrapassou o veículo, parou em frente e deu ré, acertando novamente o carro da vítima, antes de fugir.

Com isso, o motorista de aplicativo foi atrás do PM que, em determinado momento, desceu do carro e efetuou diversos disparos contra a vítima, que foi atingida na cabeça e na perna. O motorista foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento médico. Ele já recebeu alta e se recupera em casa.

Rennan possui histórico de agressões. Em janeiro deste ano, ele foi flagrado por uma câmera de segurança agredindo um adolescente de 15 anos, no Condomínio Antártica, no bairro Ribeirão da Ponte, em Cuiabá. Imagens mostram o militar agarrando o jovem pelo pescoço, enforcando-o e desferindo socos no rosto, enquanto o questionava sobre quem teria riscado seu carro.

O policial também possui registro de violência doméstica. Em 2021, ele foi denunciado pela ex-mulher, com quem tem um filho. Na ocasião, a vítima relatou que foi agredida após questionar o militar sobre supostas agressões sofridas pela criança. Segundo o registro, Rennan deu um tapa, empurrou a mulher e a segurou para que a madrasta do menino também a agredisse, além de proferir xingamentos.

Já em março de 2024, o tenente foi acusado de invadir a casa do cantor Lourival Valério, conhecido como “Carretel”, de 60 anos, acompanhado de outros policiais descaracterizados. O grupo teria agredido o músico e testemunhas durante uma suposta apuração de denúncia de tráfico. O episódio também foi registrado em vídeo por um familiar da vítima.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que Rennan já responde a outros procedimentos administrativos e está afastado das funções desde janeiro deste ano. A tentativa de homicídio contra o motorista de aplicativo também será apurada pela Corregedoria da PM.

Por Repórter MT

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