Isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil passou a valer desde quinta-feira
Entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) a reforma do Imposto de Renda (IR), sancionada em novembro, que amplia a faixa de isenção para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. Com a mudança, cerca de 15 milhões de brasileiros deixam de pagar o tributo, segundo estimativas do governo federal.
O novo modelo traz alterações que impactam desde a retenção mensal na folha de pagamento até a tributação de dividendos, além de aumentar a carga tributária para contribuintes de alta renda. Para compensar a perda de arrecadação, quem recebe a partir de R$ 50 mil mensais passará a pagar mais IR, assim como parte dos contribuintes que recebem dividendos, que são parcelas de lucro distribuídas por empresas. Ao todo, cerca de 141 mil pessoas serão afetadas com aumento do imposto.
Com a nova regra, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000 passam a ter isenção total do Imposto de Renda. Antes, a isenção era limitada a quem ganhava até dois salários mínimos, atualmente R$ 3.036. De acordo com o governo, a medida representa uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.
A economia anual pode chegar a R$ 4 mil por trabalhador, considerando também o pagamento do 13º salário.
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A reforma também criou uma faixa intermediária de desconto gradual para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. Nesses casos, há isenção parcial, com redução progressiva do imposto conforme a renda aumenta. Acima desse valor, permanece válida a tabela progressiva atual, com alíquotas que chegam a 27,5%.
Segundo o governo, o modelo evita o chamado “degrau tributário”, situação em que pequenos reajustes salariais resultam em aumento desproporcional do imposto devido. Na prática, um trabalhador que ganha R$ 5.500 pode ter redução de cerca de 75% no imposto mensal, enquanto quem recebe R$ 6.500 pode economizar aproximadamente R$ 1.470 por ano. Já para salários em torno de R$ 7.000, a economia anual estimada é de cerca de R$ 600, variando conforme deduções e outras rendas.
As mudanças já serão sentidas no desconto em folha. Trabalhadores enquadrados na nova isenção ou no desconto parcial deixarão de ter a retenção integral do IR sobre o salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro.
Apesar disso, o governo alerta que nada muda na declaração do Imposto de Renda de 2026, que se refere ao ano-base 2025. As novas regras só serão plenamente aplicadas na declaração a ser entregue em 2027, referente aos rendimentos de 2026.
Por Ageência Brasil




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