Ex-primeira-dama diz que Bolsonaro pediu a Deus para levá-lo durante atendimento médico

A ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta‑feira (7) que o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, chegou a pedir “para Deus levá‑lo” enquanto recebia atendimento médico em um hospital de Brasília, após sofrer uma queda dentro da cela onde está preso.

Segundo Michelle, o quadro clínico do ex‑chefe do Executivo tem sido agravado por dores intensas, resultado de múltiplas cirurgias a que ele foi submetido nos últimos anos. Em declaração à imprensa em frente ao hospital DF Star, ela contou que Bolsonaro estava visivelmente debilitado e que chegou a expressar o desejo de não continuar vivendo diante do sofrimento.

A queda ocorreu na manhã de terça‑feira (6), dentro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro cumpre prisão preventiva. Após o incidente, foi autorizada sua saída temporária para realização de exames, incluindo tomografia e ressonância magnética, conforme solicitado pela defesa.

Michelle também relatou que o marido apresenta episódios de confusão mental e dificuldade de comunicação, circunstâncias que, segundo ela, podem ter sido agravadas pela medicação recebida. A ex‑primeira‑dama ressaltou que Bolsonaro já passou por diversas intervenções cirúrgicas, tem comorbidades e sofre com tonturas frequentes.

A partir dessas condições de saúde, Michelle voltou a defender que o ex‑presidente cumpra prisão domiciliar, alegando que ele necessita de cuidado médico contínuo e acompanhamento psicológico. “Ele não deveria estar em uma solitária, com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, disse ela.

O filho de Jair Bolsonaro, o ex‑vereador Carlos Bolsonaro (PL), também criticou o tempo de resposta ao incidente, classificando como “inaceitável” a demora no atendimento médico, que, segundo ele, teria ocorrido horas após a queda.

Avaliação médica

Os exames realizados identificaram um traumatismo craniano leve, sem lesões cerebrais graves, de acordo com a equipe médica. O cardiologista que acompanhou Bolsonaro explicou que a queda aconteceu quando ele tentou caminhar dentro da cela, resultado em uma lesão em partes moles da cabeça, mas sem comprometimento intracraniano significativo.

Texto por Ana Flávia Moreira/RBT NEWS

Foto:Reprodução Youtube

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