Equoterapia Sonho Meu anuncia possível paralisação após atraso no repasse de recursos em Sorriso

A instituição Equoterapia Sonho Meu, que atende crianças e adolescentes em Sorriso (MT), anunciou que pode paralisar as atividades devido à falta de repasse de recursos financeiros considerados essenciais para a manutenção dos atendimentos. O impasse envolve o atraso no envio de R$ 150 mil, valor fundamental para a continuidade do serviço.

Desde o início da semana, o caso vem sendo apurado junto a autoridades do município. Conforme as informações levantadas, representantes da instituição mantiveram contato com o presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Materazzi, com o prefeito Alei Fernandes, com a primeira-dama e com a secretária municipal de Assistência Social, Daniela Marsola. Apenas o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) não teria sido localizado para prestar esclarecimentos.

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De acordo com a apuração, o CMDCA realizou uma série de apontamentos técnicos e administrativos relacionados à documentação da Equoterapia Sonho Meu. A instituição afirma que todas as exigências foram atendidas. No entanto, após cada adequação, novas pendências passaram a ser apresentadas, o que teria prolongado o processo e impedido a liberação do recurso.

A secretária de Assistência Social, Daniela Marsola, informou que a Prefeitura estuda a concessão de um credenciamento provisório à instituição, como medida emergencial para evitar a interrupção dos atendimentos. A votação do tema estava prevista para o dia 14, mas a gestão municipal avalia antecipar a reunião ainda para esta semana para tentar solucionar o problema.

O presidente da Câmara, Rodrigo Materazzi, também demonstrou preocupação com a situação e afirmou não compreender como o processo chegou a esse ponto, destacando que tanto o Legislativo quanto o Executivo adotaram as providências possíveis para viabilizar o repasse.

Diante do impasse, a Equoterapia Sonho Meu ingressou com ação judicial contra integrantes do CMDCA. A medida foi adotada após a instituição alegar que passou a perceber indícios de tratamento injustificado durante a análise do processo, situação que ainda será avaliada pelos órgãos competentes.

A possível paralisação dos atendimentos gera preocupação entre familiares e responsáveis pelas crianças atendidas, que podem ficar sem o acompanhamento terapêutico oferecido pela entidade. A expectativa é que o credenciamento provisório garanta a continuidade do serviço até a resolução definitiva do caso.

O episódio reacende o debate sobre o papel dos conselhos municipais, que devem atuar de forma resolutiva para garantir o funcionamento de instituições que prestam serviços essenciais à população.

Por Ana Flávia Moreira

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