Entrevista exclusiva com a Senadora Rosana Martinelli sobre o 08 de Janeiro
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A senadora Rosana Martinelli (PL-MT) foi investigada por supostamente financiar manifestações que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Durante o processo, a então suplente teve as contas bancárias bloqueadas, cartões de crédito suspensos e o passaporte apreendido por determinação judicial.
Apesar das acusações, Martinelli negou qualquer envolvimento com o financiamento dos atos. Em entrevista, afirmou que participou das movimentações de forma pacífica e sempre em defesa da liberdade. “Sim, eu participei das movimentações e sempre defendendo a liberdade”, disse.
Ela relatou ter sido surpreendida ao descobrir que não poderia deixar o país. “Fui fazer uma viagem e fui retirada de dentro do aeroporto, do lado da Seção da Imigração. Fiquei mais de dois anos com o passaporte retido”, contou. O documento só foi liberado quando Martinelli assumiu o cargo de senadora.

De acordo com a parlamentar, a restrição a prejudicava diretamente nas atividades parlamentares. “Precisava ir para os Estados Unidos representar o Brasil na ONU, e ninguém do Senado quis ir. Eu fui. E aí liberaram meu passaporte porque eu estava como senadora.”
Empresária e ex-prefeita de Sinop (MT), Martinelli é autora de um projeto de anistia no Senado que busca conceder perdão às pessoas que participaram dos protestos. Ela argumenta que outros movimentos, como as invasões do MST em anos anteriores, não sofreram as mesmas consequências. “Teve quebradeira, teve invasão, e nada aconteceu. Por que para os patriotas essas penas tão rigorosas?”, questionou.
A senadora afirma que jamais financiou atos ilegais e que sua atuação sempre foi pautada pela legalidade e pela defesa das liberdades democráticas.




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