Do ensino público ao sonho: estudante alcança 1º lugar em medicina na UFMT

Depois de três anos de preparação e muita determinação, a estudante Maria Gabrielly Caldeira Primo, estudante da Escola Estadual Professor João Batista em Tangará da Serra (MT), conquistou o 1º lugar no curso de medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no Campus de Sinop (MT), pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026.
Mesmo longe da família e enfrentando uma rotina intensa de estudos, a jovem seguiu firme, transformando o cansaço em motivação e cada simulado em um passo mais perto do jaleco branco. A dedicação ao longo da preparação apareceu no resultado: 960 pontos na redação do Enem, uma das notas que garantiram o primeiro lugar em Medicina.
Ao ver o próprio nome no topo da lista de aprovados, a emoção tomou conta, depois de anos de esforço, o sonho de cursar medicina finalmente se tornou realidade.
Maria Gabrielly contou que o desejo de cursar medicina nasceu ainda na infância. “Desde criança eu sempre tive vontade de fazer medicina. Achava muito bonito ver os médicos cuidando das pessoas, esse carinho que eles tinham com os pacientes”, relembra.
A decisão ganhou ainda mais força após a perda da avó. Segundo a estudante, acompanhar o adoecimento dela foi um momento marcante. “Antes da minha avó falecer, eu vi a daquele jeito, sem ter mais o que os médicos pudessem fazer. Ver aquilo, sem ninguém poder ajudar, me marcou muito e me inspirou ainda mais a querer ser médica”, relatou.
Maria Gabrielly diz que o sonho é se especializar em geriatria e dedicar a carreira ao cuidado com idosos. “Quero ser médica para cuidar dessas pessoas do jeito que elas merecem. Fazer pelos idosos tudo o que não foi possível fazer pela minha avó”, afirmou.
A trajetória até a aprovação, no entanto, não foi simples. Filha de pais moradores da zona rural, a estudante precisou sair de casa para seguir os estudos, enfrentando a distância da família. “Nunca foi fácil. Eu sempre fui muito apegada aos meus pais, e ficar longe deles foi o que mais machucou, o maior desafio de todo esse processo”, disse.
Mesmo assim, ela concluiu o ensino médio e dedicou mais três anos a cursinhos preparatórios até conquistar a vaga em medicina. Segundo Maria Gabrielly, a rotina de estudos era intensa, com aulas no cursinho no período da manhã e dedicação aos estudos em casa durante a tarde e a noite.
Para ela, os simulados foram fundamentais ao longo da preparação. Ela conta que usava as provas como ferramenta de estudo e não apenas como treino. Após cada simulado, ela voltava ao conteúdo para entender os erros e reforçar os pontos em que tinha mais dificuldade.
“O que mais fez diferença foi fazer muitos simulados, pelo menos de uma área do conhecimento, e entender por que eu estava errando. Eu corrigia, voltava, estudava de novo”.
De acordo com a estudante, esse processo ajudou a consolidar o aprendizado e a ganhar mais segurança para o Enem. “Essa correção aprofundada dos simulados foi uma das coisas que mais me ajudaram na aprovação”, destacou.
Por Primeira Página
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