Deputado Júlio Campos avalia rumos do União Brasil em Mato Grosso e cobra definição sobre candidatura ao governo

O deputado estadual Júlio Campos fez uma avaliação crítica sobre os rumos do União Brasil em Mato Grosso, diante do novo cenário político após a fusão nacional da sigla com o Progressistas, que passa a se chamar União Progressista. Em declaração recente, o parlamentar destacou a necessidade de diálogo interno e, principalmente, de uma posição clara da direção nacional sobre o futuro do partido no estado.

Segundo Júlio Campos, apesar de a fusão já ter sido oficializada em âmbito nacional, as lideranças do União Brasil em Mato Grosso defendem a realização de uma reunião local para discutir os impactos da nova configuração partidária. A intenção, conforme o deputado, é reunir deputados, prefeitos, vereadores e a bancada federal para levar uma consulta formal à direção nacional da legenda.

O principal ponto levantado pelo parlamentar é a definição sobre a disputa ao Governo de Mato Grosso. Para Júlio Campos, é fundamental saber se o partido terá um candidato próprio ou se abrirá mão da disputa em favor de outra sigla.

“Interessa para o partido ter um candidato próprio a governador ou vai entregar de bandeja o governo do Mato Grosso para outro partido?”, questionou.

O deputado alertou que a ausência de uma candidatura própria pode gerar consequências políticas significativas. Entre elas, a possível redução das bancadas federal e estadual do partido. Júlio Campos lembrou ainda que, em março, será aberta a chamada janela partidária, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem sofrer punições. Segundo ele, a indefinição pode provocar a saída de filiados em busca de novos projetos políticos.

“Se a direção nacional decidir que o partido não quer disputar a eleição, teremos que avaliar os desdobramentos. Muita gente pode sair para outros partidos, buscando novos rumos”, afirmou o deputado.

Ao final, Júlio Campos reforçou o descontentamento com a falta de debate interno sobre o processo eleitoral e fez um questionamento direto sobre a permanência na legenda.

“Por que ficar em um partido que não quer discutir a eleição?”, concluiu.

A declaração evidencia o clima de incerteza dentro do União Brasil em Mato Grosso e a pressão das lideranças locais por maior protagonismo e participação nas decisões estratégicas da sigla para as eleições futuras.

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