Defesa de acusado de matar mãe e 3 filhas tenta mudar local do júri em MT

A defesa de Gilberto Rodrigues dos Anjos, acusado de matar e estuprar mãe e três filhas com idades entre 10 e 19 anos, em novembro de 2023, em Sorriso(MT), está tentando mudar o local do julgamento. Nesta quinta-feira (17), o Ministério Público de Mato Grosso deu parecer negativo para o pedido.

O pedido buscava transferir o julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso para a Comarca de CuiabáA defesa alegou possível parcialidade dos jurados e risco à integridade física de Gilberto, caso o julgamento ocorra na cidade onde os crimes foram cometidos.

No entendimento do do promotor de Justiça João Augusto Veras Gadelha, da Procuradoria Criminal Especializada do MP, não há qualquer elemento concreto que indique que os jurados da comarca não estejam aptos a julgar o caso ou que o acusado esteja em risco.

“Não se desconhece que o caso em tela alcançou significativa repercussão, inclusive em âmbito nacional. No entanto, é entendimento consolidado dos tribunais superiores que a mera notoriedade dos fatos, por si só, não é suficiente para justificar o desaforamento”, pontuou.

 

O promotor também considerou irrelevante, para fins da mudança, o fato de o réu estar atualmente custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Segundo ele, isso não configura risco iminente relacionado ao julgamento. Além disso, o próprio juízo da comarca de Sorriso não se manifestou contra a realização do júri na cidade.

Indenização

 

Em junho, o viúvo e a avó das meninas entraram com um pedido de indenização contra o Estado de Mato Grosso, no valor de R$ 40 milhões, por negligência e omissão durante as investigações do crime. No processo, o advogado Conrado aponta que o autor da chacina tinha um mandado de prisão em aberto, por latrocínio, desde outubro de 2022, mas estava solto.

O processo é movido por duas ações, sendo uma no valor de R$ 20 milhões, por parte do viúvo, Regivaldo Batista Cardoso, de 46 anos, e outra, também no valor de R$ 20 milhões, por parte da mãe da vítima, Soeli Fava Calci de 75 anos.

De acordo com o advogado, ambos os processos aguardam o agendamento das audiências para depoimento de testemunhas e carimbo e assinatura do servidor responsável pelo documento.

“O processo da Soeli está um pouco mais adiantado por conta da prioridade de tramitação, pois ela tem 76 anos de idade. Mas nenhum ato importante foi realizado”, explica.

 

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