Câmeras flagraram agressões contra idoso com Alzheimer dentro de casa; polícia investiga caso como tortura

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Foto: Reprodução TV Ahanguera

 

Imagens de câmeras de segurança registraram momentos de violência contra um idoso de 86 anos, diagnosticado com Alzheimer e demência, durante atendimento realizado por um enfermeiro responsável por seus cuidados diários em Goiânia. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil como crime de tortura.

De acordo com a família, os vídeos mostram o profissional segurando as pernas do paciente e forçando repetidamente movimentos bruscos enquanto o idoso permanecia acamado. Em determinado momento, a intensidade da ação chega a deslocar a própria cama, que posteriormente é reposicionada pelo cuidador.

As gravações também registram o momento em que o enfermeiro percebe que o idoso apresenta sangramento em um dos braços. Ao tentar limpar o ferimento com um pano, o profissional aparece desferindo golpes na região da boca do paciente. O sistema de monitoramento do quarto possui captação de áudio, sendo possível ouvir sinais de dor e sofrimento da vítima.

A família afirma que descobriu as agressões após a esposa do idoso demonstrar preocupação com a forma como o atendimento vinha sendo realizado. A partir da suspeita, parentes decidiram revisar as imagens das câmeras instaladas na residência, equipamentos que, segundo eles, eram visíveis e de conhecimento do cuidador, que trabalhava no local desde junho do ano passado.

Mesmo após ser confrontado com os vídeos, o enfermeiro teria negado qualquer agressão, alegando que os procedimentos mostrados faziam parte de cuidados normais com o paciente.

Segundo a Polícia Civil, a conduta investigada vai além de maus-tratos. Para os investigadores, há indícios de tortura, já que existia uma relação de dependência e submissão entre o idoso e o profissional, responsável diretamente por sua guarda e assistência de saúde.

A polícia informou que deve solicitar a prisão preventiva do suspeito. Conforme relato do filho da vítima, o enfermeiro possui registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem e era contratado por meio do plano de saúde do paciente.

Além do registro criminal, a família informou que também pretende formalizar denúncia junto ao Conselho profissional para que sejam apuradas possíveis infrações éticas e eventuais antecedentes do cuidador.

O idoso permanece sob cuidados médicos, enquanto o caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

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