Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno e bloqueia bens de controladores

O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. A decisão também vale para a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que integrava o mesmo conglomerado financeiro.
As duas empresas faziam parte do grupo ligado ao Banco Master e foram vendidas no segundo semestre do ano passado para o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o Banco Central, o conglomerado era considerado de pequeno porte e estava enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, tendo o Banco Pleno como instituição principal. A participação no sistema financeiro era pequena: cerca de 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações.
De acordo com o órgão regulador, a liquidação foi determinada após o agravamento da situação econômico-financeira do banco. Entre os problemas apontados estão a piora na capacidade de pagamento (liquidez) e o descumprimento de normas e de determinações feitas pelo próprio Banco Central.
Em nota, o BC informou que continuará adotando as medidas necessárias para apurar responsabilidades. As investigações podem resultar em punições administrativas e no envio de informações a outras autoridades, conforme prevê a legislação.
Com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e administradores das instituições ficam indisponíveis, como determina a lei.
Por Primeira Página




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